As grandes
epidemias ao longo da história
Bactérias, vírus e outros micro-organismos já
causaram estragos tão grandes à humanidade quanto as mais terríveis guerras,
terremotos e erupções de vulcões
POR Redação Super ATUALIZADO EM 23/05/2015
·
1. PESTE
NEGRA
50
milhões de mortos (Europa e Ásia) - 1333 a 1351
História: A
peste bubônica ganhou o nome de peste negra por causa da pior epidemia que
atingiu a Europa, no século 14. Ela foi sendo combatida à medida que se
melhorou a higiene e o saneamento das cidades, diminuindo a população de ratos
urbanos
Contaminação: Causada
pela bactéria Yersinia pestis, comum em roedores como o rato. É
transmitida para o homem pela pulga desses animais contaminados
Sintomas: Inflamação
dos gânglios linfáticos, seguida de tremedeiras, dores localizadas, apatia,
vertigem e febre alta
Tratamento: À
base de antibióticos. Sem tratamento, mata em 60% dos casos
2.
CÓLERA
Centenas de milhares de mortos - 1817 a 1824
Centenas de milhares de mortos - 1817 a 1824
História
– Conhecida desde a Antiguidade, teve sua
primeira epidemia global em 1817. Desde então, o vibrião colérico (Vibrio
cholerae) sofreu diversas mutações, causando novos ciclos epidêmicos de
tempos em tempos
Contaminação
– Por meio de água ou alimentos contaminados
Sintomas
– A bactéria se multiplica no intestino e
elimina uma toxina que provoca diarréia intensa
Tratamento
– À base de antibióticos. A vacina disponível é
de baixa eficácia (50% de imunização)
3.
TUBERCULOSE
1 bilhão de mortos - 1850 a 1950
1 bilhão de mortos - 1850 a 1950
História
– Sinais da doença foram encontrados em
esqueletos de 7 000 anos atrás. O combate foi acelerado em 1882, depois da
identificação do bacilo de Koch, causador da tuberculose. Nas últimas décadas,
ressurgiu com força nos países pobres, incluindo o Brasil, e como doença
oportunista nos pacientes de Aids
Contaminação
– Altamente contagiosa, transmite-se de
pessoa para pessoa, através das vias respiratórias
Sintomas
– Ataca principalmente os pulmões
Tratamento
– À base de antibióticos, o paciente é
curado em até seis meses
4.
VARÍOLA
300 milhões de mortos - 1896 a 1980
300 milhões de mortos - 1896 a 1980
História
– A doença atormentou a humanidade por
mais de 3 000 anos. Até figurões como o faraó egípcio Ramsés II, a rainha Maria
II da Inglaterra e o rei Luís XV da França tiveram a temida “bixiga”. A vacina
foi descoberta em 1796
Contaminação
– O Orthopoxvírus variolae era
transmitido de pessoa para pessoa, geralmente por meio das vias respiratórias
Sintomas
– Febre, seguida de erupções na garganta, na
boca e no rosto. Posteriormente, pústulas que podiam deixar cicatrizes no corpo
Tratamento
– Erradicada do planeta desde 1980, após
campanha de vacinação em massa
5.
GRIPE ESPANHOLA
20
milhões de mortos - 1918 a 1919
História
– O vírus Influenza é um dos maiores carrascos
da humanidade. A mais grave epidemia foi batizada de gripe espanhola, embora
tenha feito vítimas no mundo todo. No Brasil, matou o presidente Rodrigues
Alves
Contaminação
– Propaga-se pelo ar, por meio de gotículas
de saliva e espirros
Sintomas
– Fortes dores de cabeça e no corpo, calafrios
e inchaço dos pulmões
Tratamento
– O vírus está em permanente mutação, por isso
o homem nunca está imune. As vacinas antigripais previnem a contaminação com
formas já conhecidas do vírus
6. TIFO
3
milhões de mortos (Europa Oriental e Rússia) - 1918 a 1922
História
– A doença é causada pelas bactérias do gênero Rickettsia.
Como a miséria apresenta as condições ideais para a proliferação, o tifo está
ligado a países do Terceiro Mundo, campos de refugiados e concentração, ou
guerras
Contaminação
– O tifo exantemático (ou epidêmico)
aparece quando a pessoa coça a picada da pulga e mistura as fezes contaminadas
do inseto na própria corrente sangüínea. O tifo murino (ou endêmico) é transmitido
pela pulga do rato
Sintomas
– Dor de cabeça e nas articulações, febre
alta, delírios e erupções cutâneas hemorrágicas
Tratamento
– À base de antibióticos
7. FEBRE
AMARELA
30
000 mortos (Etiópia) - 1960 a 1962
História
– O Flavivírus, que tem uma versão urbana e
outra silvestre, já causou grandes epidemias na África e nas Américas
Contaminação
– A vítima é picada pelo mosquito transmissor,
que picou antes uma pessoa infectada com o vírus
Sintomas
– Febre alta, mal-estar, cansaço,
calafrios, náuseas, vômitos e diarréia. 85% dos pacientes recupera-se em três
ou quatro dias. Os outros podem ter sintomas mais graves, que podem levá-los à
morte
Tratamento
– Existe vacina, que pode ser aplicada a
partir dos 12 meses de idade e renovada a cada dez anos
8. SARAMPO
6
milhões de mortos por ano - Até 1963
História
– Era uma das causas principais de
mortalidade infantil até a descoberta da primeira vacina, em 1963. Com o passar
dos anos, a vacina foi aperfeiçoada, e a doença foi erradicada em vários países
Contaminação
– Altamente contagioso, o sarampo é
causado pelo vírus Morbillivirus, propagado por meio das secreções mucosas
(como a saliva, por exemplo) de indivíduos doentes
Sintomas
– Pequenas erupções avermelhadas na pele, febre
alta, dor de cabeça, mal-estar e inflamação das vias respiratórias
Tratamento
– Existe vacina, aplicada aos nove meses
de idade e reaplicada aos 15 meses
9. MALÁRIA
3
milhões de mortos por ano - Desde 1980
História
– Em 1880, foi descoberto o protozoário
Plasmodium, que causa a doença. A OMS considera a malária a pior doença
tropical e parasitária da atualidade, perdendo em gravidade apenas para a Aids
Contaminação
– Pelo sangue, quando a vítima é picada
pelo mosquito Anopheles contaminado com o protozoário da malária
Sintomas
– O protozoário destrói as células do fígado e
os glóbulos vermelhos e, em alguns casos, as artérias que levam o sangue até o
cérebro
Tratamento
– Não existe uma vacina eficiente, apenas
drogas para tratar e curar os sintomas
10.
AIDS
22
milhões de mortos - Desde 1981
História
– A doença foi identificada em 1981, nos
Estados Unidos, e desde então foi considerada uma epidemia pela Organização
Mundial de Saúde
Contaminação
– O vírus HIV é transmitido através do sangue,
do esperma, da secreção vaginal e do leite materno
Sintomas
– Destrói o sistema imunológico, deixando o
organismo frágil a doenças causadas por outros vírus, bactérias, parasitas e
células cancerígenas
Tratamento
– Não existe cura. Os soropositivos são
tratados com coquetéis de drogas que inibem a multiplicação do vírus, mas não o
eliminam do organismo
Fonte: Organização
Mundial de Saúde (OMS) e Fundação Oswaldo Cruz
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